O mercado farmacêutico brasileiro faturou, em 2018, o total de R$ 76,3 bilhões segundo o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico - 2018 publicado pela ANVISA no final de 2019, o que representa um crescimento de 9,8% em relação a 2017.
Em termos de faturamento, os medicamentos Novos apresentaram maior
representatividade no mercado, somando mais de R$ 28,2 bilhões, seguidos pelos medicamentos Similares, com cerca de 16,1 bilhões, e pelos medicamentos Biológicos, com R$ 15,8 bilhões. Os Biológicos não novos (comumente chamados de Biossimilares) aparecem em sexto lugar, com cerca de R$ 1,2 bilhão.
Biológicos:
são moléculas complexas obtidas a partir de fluidos biológicos, tecidos de
origem animal ou procedimentos biotecnológicos por meio de manipulação ou
inserção de outro material genético ou alteração dos genes que ocorre devido à
irradiação, produtos químicos ou seleção forçada.
Biológico não novo: medicamento biológico que contém molécula similar
a outro medicamento biológico já comercializado no Brasil.
Genéricos:
contém o
mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela
mesma via e com a mesma posologia e indicação terapêutica do medicamento de
referência.
Similares:
é
equivalente a um medicamento já registrado na ANVISA, contendo o mesmo ou os
mesmos princípios ativos, a mesma concentração, forma farmacêutica, via de
administração, posologia e indicação terapêutica.
Os medicamentos Biológicos, aliás, apresentaram o maior crescimento
em faturamento em relação aos anos de 2016 e 2017: em 2016 representaram
19,1%, em 2017, 22%, e em 2018, somando-se Biológicos e Biológicos
não novos, o faturamento foi de 23%, atrás apenas dos medicamentos Novos, com 37%.
Por outro lado, os medicamentos Biológicos foram o tipo de
produto com a menor representatividade em relação à quantidade de
apresentações comercializadas: em 2017, foram comercializados apenas 3,8%
do total e em 2018, 2,0% do total de apresentações
comercializadas.
No que se refere à comercialização de produtos, os medicamentos Genéricos merecem destaque. Em 2016, alcançaram 32,4% de participação, em 2017
chegaram a 34,6% e em 2018 atingiram a marca de 37 % do total de
quantidade de apresentações comercializadas, seguidos pelos medicamentos
Similares, que atingiram o percentual de 31%.
Com esse resultado, os Genéricos praticamente atingiram, em
2018, a marca de 1,7 bilhão de embalagens vendidas, sendo mais uma vez o tipo
de medicamento mais comercializado no País.
No que se refere aos princípios ativos ou associações de princípios ativos, o Anuário apresenta um ranking das 20 substâncias com os maiores faturamentos do mercado e o terceiro lugar ficou com Adalimumabe (o 2º mais vendido em 2017), atrás do Trastuzumabe, um anticorpo monoclonal indicado para o tratamento de câncer de mama e câncer gástrico avançado, e da Toxina Botulínica, indicada, entre outros, para o tratamento de contrações intensas, de
origem neurológica, dos músculos do pescoço e dos ombros (distonia cervical). Todos tiveram faturamento acima de R$ 500 milhões.
Destacam-se também no ranking o Infliximabe (5ª posição) e o Rituximabe (10ª posição), princípios ativos que, juntamente com Adalimumabe, têm indicação para o tratamentos de várias doenças reumáticas.
Referência
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico 2018. Brasília-DF: ANVISA, dez/2019. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/medicamentos/cmed/anuario-estatistico-do-mercado-farmaceutico-2018.pdf/view. Acesso: 05/01/20.